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Nutrição de bovinos via MUB, como funciona?

- A tecnologia MUB (Mistura de Umidade Baixa) está inovando o sistema de suplementação brasileiro, suprindo em doses exatas toda demanda nutricional de animais criados em pasto.

ECOSSISTEMA RUMINAL

O ecossistema ruminal dos bovinos é colonizado por diversas espécies microbianas, responsáveis pela digestão do material vegetal (rico em fibras) ingerido pelos animais. São bactérias, fungos e protozoários com a capacidade de hidrolisar carboidratos, solúveis e insolúveis, proteínas e lipídeos, mesmo não existindo enzimas digestivas no rúmen.

Esta ação da população microbiana é a base da fisiologia digestiva dos ruminantes, ou seja: de sua capacidade de degradação de fibras para extrair das forragens a energia, proteínas e outros nutrientes, através da fermentação no rúmen, principalmente transformando a celulose e a hemicelulose presentes nas pastagens, base da alimentação dos ruminantes, em glicose.

Além disso, esses microrganismos também reduzem o volume de matéria seca que passa à porção pós-ruminal (intestino), evitando que junto se desperdice importantes fontes de minerais.


ENERGIA

Energia não é nutriente, ela é liberada dos alimentos pelos processos metabólicos. Normalmente aparece como NDT (nutrientes digestíveis totais) nos rótulos dos produtos, e geralmente é medida em calorias (cal) ou quilocalorias (kcal).

A glicose, vinda da quebra de fibras da forragem (celulose e hemi-celulose), é a principal fonte de energia utilizada pelos ruminantes. Essa glicose é transformada em ácidos graxos voláteis (AGVs) no rúmen, os quais são absorvidos pela sua parede (via papilas).

Em resumo: a principal fonte de alimento e, consequentemente, de energia para bovinos em sistemas de pastagem é o próprio pasto. A quebra dos carboidratos disponíveis nas fibras da forragem é que fornece energia para os animais.


Como MUB nutre energia?

  • O veículo é o melaço (açúcar), que somando-se ao nitrogênio vindo da ureia, dos farelos vegetais e do próprio pasto, exerce uma excelente sincronia de rápida degradação ruminal.
  • Melaço e nitrogênio são as fontes de alimentos ideais para o crescimento da população microbiana ruminal.
  • Maior produção de microbiota ruminal = mais bactérias para degradarem forragem = maior digestibilidade e consumo de forragem = mais energia disponibilizada para o animal (via maior produção de AGVs e melhor aproveitamento da forragem) em relação aos suplementos (minerais e proteinados) que tem o sal como veículo.

 

PROTEÍNA

As proteínas são moléculas compostas por uma cadeia de aminoácidos. A proteína é o maior limitante nas pastagens brasileiras, principalmente na época das secas, onde seu teor na forragem diminui ao extremo. Quando olhamos os rótulos de produtos acabados para nutrição animal, normalmente encontramos a nomenclatura proteína bruta (PB).

A PB é a soma de PDR (proteína degradável no rúmen) + PNDR (proteína não degradável no rúmen). A proteína metabolizável (PM) é a soma de PB (PDR e PNDR) + proteína microbiana (Pmic). A Pmic, que nada mais é que o próprio esqueleto dos microorganismos ruminais, é responsável pelo suprimento de cerca de 2/3 ou 66% da proteína metabolizável total necessária pelo bovino no dia, podendo chegar em até 100% para bovinos em sistemas de pastagens, como é a grande maioria do gado de corte no Brasil. Assim sendo, qualquer programa nutricional para bovinos só terá sucesso se a produção de Pmic for otimizada.

Como MUB nutre proteína?

  • O veículo é o melaço (açúcar), que somando-se ao nitrogênio vindo da ureia e dos farelos vegetais, exerce uma excelente sincronia de rápida degradação ruminal.
  • Maior produção de microbiota ruminal = maior quantidade de Pmic disponível para ser absorvida no intestino do animal e melhor aproveitamento da proteína da própria forragem.

 

MINERAL

Boa parte dos animais de produção consome dietas que não correspondem às suas exigências em relação os minerais. Os alimentos mais comumente utilizados por esses animais contêm proporções desequilibradas, com deficiência ou excesso desses elementos, podendo provocar distúrbios metabólicos.

Neste sentido, a suplementação mineral é um ponto de destaque no cenário produtivo atual, com estratégias que devem ser adotadas para melhor atender as exigências de minerais dos animais, que necessitam desses elementos para realização de diversos processos biológicos e máximo desempenho produtivo, principalmente para ruminantes com dietas a base de forragem, que geralmente são deficiente em microminerais.

Os minerais são divididos em macro e microminerais. Os 7 minerais essenciais que são necessários em maior quantidade (g/kg), por isso conhecidos como macro são: Cálcio, Fósforo, Magnésio, Potássio, Cloro, Sódio e Enxofre.

E os minerais requeridos em menor quantidade (mg/kg ou ppm), por isso conhecidos como micro são: Ferro, Zinco, Cobre, Iodo, Manganês, Cobalto, Molibdênio, Selênio e Cromo.

MUB supre as exigências minerais de animais em pasto no Brasil?

A tecnologia MUB (Mistura de Umidade Baixa) está inovando o sistema de suplementação brasileiro, suprindo em doses exatas toda demanda nutricional de animais criados em pasto.

As pastagens brasileiras na maioria das situações não são suficientes em suprir toda a demanda mineral para os animais expressarem seu máximo desempenho, sendo, portanto, indispensável o uso de suplementos para equilibrar a dieta.

Para reforçar, o melaço de cana como veículo, aliado ou NNP da ureia e outras fontes proteicas, e o consumo constante e uniforme do suplemento, aumenta a população microbiana ruminal para maior digestibilidade e aproveitamento do pasto, e consequentemente melhor absorção de minerais.

Todos os produtos MUB’s são formulados com base nas tabelas de exigências nutricionais “NRC” para suplementar as deficiências minerais das pastagens e atender toda demanda nutricional diária.

Para escolher o produto ideal para a categoria basta fazer o cálculo da quantidade fornecida pelo produto de cada nutriente, e ver qual atende melhor de acordo com a demanda nutricional. Lembrando sempre que os produtos MUB melhoram a digestibilidade e aumentam o consumo da dieta consumida, disponibilizando assim maiores quantidades de cada nutriente.

Portanto, qual o produto ideal para seu rebanho?

A MUB Nutrição Animal possui uma linha de produtos para atender todo seu rebanho de acordo com cada categoria animal, tipo de forragem e época do ano. O produto ideal é aquele que melhor atende à demanda do lote específico em questão. Para isso, segue tabela de composição bromatológica média segundo essa meta-análise das principais forrageiras tropicais:

Para escolher o produto ideal para a categoria basta fazer o cálculo da quantidade fornecida pelo produto de cada nutriente, e ver qual atende melhor de acordo com a demanda nutricional. Lembrando sempre que os produtos MUB melhoram a digestibilidade e aumentam o consumo da dieta consumida, disponibilizando assim maiores quantidades de cada nutriente.


Resumindo

O veículo é o MELAÇO, ingrediente rico em açúcares (ENERGIA) e o consumo do suplemento é constante (várias vezes ao dia).

Esses dois fatores, em conjunto, levam a um aumento na quantidade de população microbiana ruminal e, consequentemente, a uma melhora na digestibilidade e consumo de forragem, melhorando assim a eficiência alimentar do animal.